
Eu, Aldmiro António, tive, há algum tempo a esta parte, um sonho; sonho este que continua a insistir fazer morada no meu pensamento e a causar em mim uma grande inquietude.
Mas antes de aventarmos hipóteses acerca da mensagem nele subjacente, vamos partilhá-lo convosco, e que cada um interprete-o de acordo com a sua crença, visão e conhecimento.
Os eventos que vi em sonho tiveram lugar em uma zona de Luanda que me pareceu familiar, mas ainda assim imprecisa, pois por um lado me pareceu ter como palco as imediações do antigo Cine 1º de Maio, concretamente no início da rua Domingos Tehakahanga, à cidade alta, mas, por outro, as imediações da Igreja Assembleia de Deus, Tempo Sede do Maculusso.
Esta confusão pode ser derivada da tipologia das moradias em presença (eram moradias de estilo arquitectónico ao da maioria das casas que encontramos nos antigos bairros coloniais de Luanda).
No sonho vi-me em pé a conversar com S. Excia o Presidente João Lourenço. Ele envergava uma camisola verde oliva que parecia do exército ou surrado pela constante lavagem.
O seu semblante denotava uma indissimulável preocupação e apreensão pelos eventos que estavam a ocorrer e que o levara para fora do Palácio Presidencial, sem se fazer acompanhar da sua família (primeira Dama, filhos, netos, etc) que se encontravam em parte incerta.
Há sensivelmente 7 ou 8 metros de distância do local em que me encontrava a confabular com o Presidente, estava um general de tez escura, afecto à Casa Militar do Presidente da República, com o semblante carregado de preocupação, a dispor um pequeno grupo de soldados em determinados pontos estratégicos da rua em que nos encontrávamos, como que estabelecendo um pequeno perímetro de segurança em torno da pessoa do Presidente da República, num esforço desesperado para protegê-lo.
Olhei para a tropa em presença e estimei-a em cerca de 8 ou 12 indivíduos, não mais do que isso, “muito pouco”, pensei eu, para a ingente e difícil missão que tinham em mãos: assegurar a integridade física do Presidente da República.
Calmamente, eu ia explicando ao Presidente João Lourenço a forma como ele sairia incólume daquela complexa e periclitante situação, e ele, em silêncio, ouvia atentamente o que eu lhe estava a dizer.
Concluída a tarefa que estava desenvolvendo, o referido general se dirigiu até onde o Presidente da República e eu nos encontrávamos a conversar, e com ares de poucos amigos (talvez contrariado ou incomodado com a minha presença no local) disse, numa voz seca e autoritária, para o Presidente João Lourenço: “vamos!…”.
O Presidente João Lourenço olhou para ele e de forma peremptória respondeu: “Não!”… E, apontando para mim, acrescentou: “Vamos ouvir o que ele está a dizer”, sinalizando que a partir daquela altura ele seguiria o caminho que nós lhe estávamos a indicar. E, então, despertei.
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Da minha humilde reflexão acerca deste sonho inquietante e perturbador
Embora tenha trazido a público este sonho, fi-lo por sentir um apelo interior para fazê-lo (o mesmo apelo e sensação de urgência senti-os antes dos eventos que se abateram sobre a minha irmã Mena e a levaram à sepultura), confesso que não sou uma pessoa que coloca demasiada fé nos sonhos ou se guia por eles.
Como pessoa não propensa a acreditar cega e impulsivamente em sonhos (99% dos sonhos são experiências mentais que ocorrem durante o nosso período de sono, mas há 1% deles que resultam de mensagens e experiências sobrenaturais. Digo isso com conhecimento de causa), não estaria aqui a partilhar com a sociedade angolense este sonho se um facto inusitado não tivesse chamado a minha atenção e lançado luz no meu entendimento sobre a possível mensagem nele subjacente: a forma inusitada como após este sonho o SENHOR passou (em meio ao silêncio da noite) a prover-me com conhecimento acerca do modo como nós angolanos lograremos sair da situação aflitiva e desesperante em que nos encontramos.
Outrossim, a forma abrupta como o sonho terminou – com o Presidente João Lourenço optando por acatar o nosso conselho, em detrimento das instruções “recebidas” do único general do seu aparato de segurança que permanecia ao seu lado –, me tem levado a acreditar que o Senhor me estava a pôr de sobreaviso sobre eventos convulsivos ou sangrentos que poderão ocorrer no país, derivadas dos altos níveis de insatisfação popular que graça no país, mas que podem ser evitadas com as soluções que o Senhor estaria, algumas semanas ou meses mais tarde, a dar-mas, e que hoje consubstanciam o Projecto Estratégico para a Melhoria Integral para a Qualidade de Vida dos Angolanos (PEMIQVA).
Como disse, não sou uma pessoa propensa a acreditar em tudo o que sonho, mas, confesso, que o sonho que acabei de contar-vos continua, até hoje, a me sensibilizar e causar no meu íntimo uma certa perplexidade e inquietude por ter sido tão vivido e real.
Este é o momento em que os profetas (temos no país muita gente que se apresenta como profeta) deveriam consultar Deus e vir a público dizer algo a respeito desse sonho.
Como disséramos anteriormente, não nos consideramos profetas de Deus (mensageiros, sim), mas, havendo recalcitrância contra a verdade, tudo o que vos fora aqui revelado ou dito acontecerá como predito, para testemunho, honra e glória do Deus Todo-Poderoso.