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Carta aberta aos activistas sociais e jovens dos movimentos contestatários angolanos

Meus caros e estimados jovens activistas, mormente aqueles filiados aos movimentos contestatários angolanos…

Desde 2011 que muitos de vós têm estado engajados numa luta árdua contra as desigualdades sociais, reivindicando por emprego, oportunidades iguais e melhores condições de vida.

Este anseio legítimo pela vossa dignidade social e económica, e dignidade social e económica de vossas famílias e dos angolanos desfavorecidos, levou a que muitos de vós aderissem a várias iniciativas de cunho político e/ou partidário que eram supostos tornar realidade o vosso/nosso sonho de uma Angola de justiça e oportunidades iguais (sonho, diga-se em abono da verdade, partilhado pela grande maioria dos angolanos), assegurar um emprego e uma fonte estável de renda para a vossa sobrevivência e sobrevivência das vossa famílias, casa própria em meio infraestruturado, ensino e serviços médicos de qualidade, acessível a todos os bolsos, ordem, segurança e tranquilidade públicas, etc, etc.

Todavia, temos de ser franco convosco, quer a abordagem que empregastes em 2011, 2012, 2013…; quer o apoio que deste a algumas das iniciativas políticas que em princípios eram tidas como infalíveis, a verdade, porém, é que tanto os vossos sonhos e expectativas, como os sonhos e as expectativas da grande maioria dos angolanos, em matéria de habitação condigna, emprego, segurança pública, etc, continuam a ser uma miragem.

O que estamos, respeitosa e construtivamente, a tentar dizer-vos?!… Que apesar da vossa irreverência, intrepidez e coragem, a vossa estratégia de luta não é (apesar de pacífica, pelo menos para alguns de vós) nem arguta (perdoem-nos a honestidade), nem susceptível de trazer os resultados por vós augurados ao longo destes 14 anos de luta.

E por que os resultados não foram auspiciosos, mesmo com o vosso apoio à criação de uma Frente Patriótica Unida em que pontificavam personalidades carismáticas como Adalberto Costa Júnior, Abel Epalanga Chivukuvuku e tantos outros?!… Pelo facto de vocês estarem a fazer do homem vosso braço, ou seja, a colocar a vossa fé e esperança não em Deus, mas em personalidades e partidos políticos.

Dizem as escrituras sagradas que “se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam, Salmos 127” (por “casa” entenda-se tudo aquilo que é susceptível de ser projectado, criado ou erguido – um negócio, um projecto de luta, políticas e estratégias, etc, etc). Logo, tudo o que fizestes até aqui fracassou porque vocês não consultaram Deus, preferindo se respaldar na vossa inteligência e saber.

Mas, hoje, cada um de vocês tem a oportunidade de fazer algo melhor e ainda ter o gozo de ver aquilo por que lutaram a se tornar realidade diante dos vossos olhos.

Não precisareis pagar o preço derradeiro que Cassule, Camulingue, Ganga, Inocêncio de Matos e muitos outros jovens que morreram de forma trágica pagaram. Apenas tenham fé, orem e comparticipem do esforço colectivo, apolítico, pacífico e construtivo que sob a direcção de Deus devemos fazer em prol do desiderato comum.

As mudanças por que tanto lutastes e almejastes tornar-se-ão uma realidade tangível se lutardes pacífica e inteligentemente em prol dos desideratos sociais e económicos preconizados no Projecto Estratégico para a Melhoria Integral da Qualidade de Vida dos Angolanos (PEMIQVA) que temos vindo a trazer a público.

Tudo isso sem a necessidade de jovens pacatos terem de sacrificar as suas vidas.

Não vos pedimos que deixeis de exercer o vosso direito de exteriorizar o vosso pensamento, de opinar ou criticar o regime, o presidente da República ou quem quer que seja. É um direito que está consagrado na Constituição da República.

O que vos pedimos, humilde e encarecidamente, é que cada um de vós perceba a missão e papel que sobre si repousa, e comparticipe, de forma ativa e construtiva, em prol das melhorias sociais e económicas previstas no PEMIQVA.

A vós, estimados jovens, não é requerido outra coisa senão a vossa organização e articulação para em conjunto trabalharem junto das franjas mais vulneráveis da nossa população (zungueiras, roboteiros, engraxadores, camponeses, jovens desempregados, cidadãos subempregados, lavadores de carros, engraxadores, prostitutas, ex-militares, etc, de modo a pô-los ao corrente das boas-novas no concernente à melhoria (por via do PEMIQVA) das suas condições de vida,  e mobilizando o nosso povo em prol dos desígnios sociais preconizados no referido projecto de impacto social (atenção: nem com o MPLA, nem com a UNITA, nem com PRA JA – Servir Angola ou outro partido qualquer haverá um projecto igual a este. Porquê?!… Pelo simples facto de o PEMIQVA  ser um projecto inspirado por Deus, não um projecto resultante da inteligência do homem).

Como dizíamos, tudo isso sem a necessidade de correrem riscos ou se exporem a situações como aquela que levou o Inocêncio de Matos à morte precoce, trágica e lamentável.

Nos quimbos, mais precisamente junto dos sobas, mais-velhos e população aí residente, este trabalho de informação, esclarecimento, conscientização, sensibilização e mobilização far-se-ia nos dialectos locais para uma melhor comunicação e veiculação das boas-novas a serem partilhadas com a sociedade em geral.

Isso, sim, é o papel de um verdadeiro activista social.

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