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Nenhum general vence uma batalha sem o amparo dos seus soldados; nenhum presidente governa sem o respaldo dos governados

Todo o acto de sufrágio atinente à eleição do Presidente da República e/ou Primeiro Ministro é um pacto social. E, como em todos os pactos sociais, há deveres, obrigações e direitos impendentes sobre todas as partes pactantes, inclusive deveres e obrigações de uns para com os outros.

No caso particular do nosso país, as obrigações do Presidente da República e Titular do Poder Executivo para com aqueles que o elegeram e não elegeram (os eleitores e cidadãos em geral, inclusive para com os cidadãos estrangeiros que legal, pacata e construtivamente se estabeleceram no nosso país) são aquelas que a Constituição da República postula, por isso não vamos perder tempo em transcrevê-las aqui, mas há um tipo de dever e obrigação de índole cívico e moral que ninguém fala (e é sobre eles que iremos falar): o dever e a obrigação moral de o povo respaldar o Presidente da República na sua luta contra a corrupção e outros males que carcomem a nossa identidade, essência e idiossincrasia.

Vejo muita gente desgostosa e ressabiadas com o Presidente João Lourenço (e, diga-se de passagem, que seria de uma grande desonestidade da nossa parte se disséssemos que não há motivos para tal – vemos erros perfeitamente evitáveis a serem cometidos pelo Presidente João Lourenço e a mandarem para o ralo a sua popularidade, carisma e prestigio, mas tudo isso ainda pode ser corrigido, não numa perspectiva eleitoralista, mas no âmbito do processo de diálogo franco e humilde que deverá haver entre o Presidente João Lourenço  e o povo que governa) que, apesar de terem razão nas suas reivindicações e manifestação de descontentamento, não têm noção das suas próprias falhas e omissões para com o Presidente João Lourenço.

Trazemos-vos um exemplo para ilustrar o que estamos aqui a dizer: alguém se lembra de alguma vez ter sido convocada uma manifestação ou marcha multipartidária ou da sociedade civil de apoio ao Presidente João Lourenço na luta que estava a travar contra a corrupção, mesmo quando os índices de aprovação do Presidente João Lourenço estavam em alta?!…

Ora bem… como é possível uma sociedade como a nossa, cheia de jovens aguerridos na reivindicação dos seus direitos, não tenha vindo a terreiro apoiar o Presidente da República no seu desejo e esforço de defenestrar a nossa sociedade de um dos grandes males de que enfermava (e ainda enferma)… a corrupção?

Sabe por que não houve este apoio?!… Por ser de senso comum que o Presidente da República é um ente todo-poderoso; uma pessoa que não precisa do suporte dos angolanos. Mas não é assim.

Apesar de estar protegido por um aparato humano e militarizado que inspira o respeito, o Presidente da República é somente um homem de carne e osso… um ser mortal.

E como todos os mortais ele precisa do nosso apoio. É aqui onde nós, angolanos, falhamos redondamente.

O Presidente da República não está imune à manipulação, sabotagem, pressão, chantagem implícita, etc, provindos de círculos e/ou pessoas detentoras de influência e poder paralelo (influência e poder político, militar, económico, financeiro, etc).

É a altura (se queremos, de facto, sair da situação em que nos encontramos) de a sociedade angolense sair da letargia em que se encontra e (independentemente da pessoa que esteja no cargo) começar a fazer ouvir a sua voz de apoio ao Presidente da República nas batalhas que este tenha que enfrentar em prol de Angola e do povo angolano.

Um apoio claro, audível e inequívoco que dê ao bom Presidente a confiança para actuar destemidamente em defesa dos interesses de Angola e do povo angolano.

Entenda-se por “bom Presidente” a pessoa investida no cargo de Presidente da República e de Titular do Poder Executivo, cujo comprometimento com o desenvolvimento de Angola, justiça, equidade, felicidade, bem-estar e dignificação social e económica dos angolanos esteja patente nos seus actos.

Ou seja, um Presidente da República que tenha não só o mandato para se sentar no cadeirão máximo do poder governativo em Angola, mas, sobretudo:

1. Que se constitua, de facto:

a) Num verdadeiro e zeloso protector da ordem social, económica, política, religiosa, etc;

b) Num verdadeiro promotor da justiça (cega, justa e incorruptível) e direitos humanos.

c) No garante da intocabilidade[1] dos servidores públicos e cidadãos comuns que no cumprimento do seu dever cívico e obrigações para com Angola e os angolanos recalcitrarem contra o status quo da corrupção, da desordem social, da imoralidade, da negligência, da sabotagem, etc.

2. Que tenha a coragem de confrontar o status quo instalado, sabendo que o seu consulado ou reeleição não estará em perigo por força de acções retaliatórias vindas de alguns círculos políticos, económicos, castrenses ou religiosos, posto que haveria todo um povo atrás de si, assegurando a sua sobrevivência política.

O que estamos a tentar explicar?!… Que independentemente de se gostar ou não da pessoa que esteja sentada no cadeirão máximo do poder político ou governativo, é mister que oremos por ele e o apoiemos nas batalhas que estiver a travar contra os males instalados na nossa sociedade.

Isso não quer dizer que na hora do voto você não venha a optar por um candidato que te pareça mais confiável ou apto para conduzir os destinos de Angola e dos angolanos.

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[1] Protecção contra eventuais retaliações.

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