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O angolano é, por natureza, um povo solícito e receptível a desafios

Não há dúvidas que o angolano é um povo solícito, resiliente e receptível a desafios.

A predisposição e disponibilidade do angolano em abraçar causas que resultem em ganhos colectivos é por demais conhecida, excepto por aqueles que por despeito tentam desvalorizar o carácter, a idiossincrasia e a resiliência do nosso povo… o povo angolano.

O espírito batalhador presente na grande maioria dos angolanos é perceptível num conjunto de eventos do quotidiano angolense.

Basta ver a forma intrépida e sacrificada como a zungueira e o roboteiro ganham o pão de cada dia, ou na criatividade dos “lotadores” de táxi para compreendermos que há em cada angolano uma chama de resiliência inapagável ardendo em seu âmago.

A vontade e a predisposição dos angolanos em abraçar desafios, inclusive de natureza pecuniária, torna-se ainda mais evidente quando os mesmos se afiguram necessários para a consecução dos desígnios de melhoria da sua condição de vida.

Não importa o esforço financeiro a ser feito ou o aperto que tenha momentaneamente que passar, desde que os benefícios ou vantagens se afigurem reais, de certeza absoluta que o angolano lutará para torná-los em realidade tangível.

Vi esse espírito batalhador que caracteriza os angolanos na altura em que (já lá vão mais de vinte anos) a febre dos “jogos” piramidais (“jogos” baseados no sistema de pirâmides ou esquema de Ponzi[1]) tomou conta de Luanda;

Vi isso aquando do projecto de electrificação das zonas periféricas de Luanda, onde ao invés de esperarem pela EDEL (hoje, ENDE) as populações se organizaram e, de forma solidária e solícita, asseguraram a construção das cabines de alvenaria necessárias para o usufruto dos serviços da empresa pública de energia.

Foi igualmente notório o esforço que algumas pessoas (inclusive pessoas que não auferiam o mínimo para puderem suportar os custos mensais da renda a ser paga) fizeram para lograrem ter um tecto nas centralidades do Kilamba, Sequele e outras que foram sendo erguidas por esta Angola afora, enfim… O que estamos a querer explicar?!…

Que esta predisposição dos angolanos abraçarem desafios e lutarem pela sua dignidade e bem-estar social e económico devia, na minha humilde opinião, servir de referência positiva a capitalizar, para contrapormos os factores (mormente económicos) que emperram a consecução dos desígnios de diversificação da economia, geração massiva de emprego e outros desígnios sociais e económicos que só poderão ser concretizados com a contribuição moral, intelectual, financeira e braçal de todas as franjas da sociedade, ou seja, de todas as forças vivas da nação.

Apesar de estarmos a viver momentos difíceis (económica e orçamentalmente falando), podemos, ainda assim, se o povo compreender os desígnios e ganhos tangíveis a advirem do Projecto Estratégico para a Melhoria Integral da Qualidade de Vida dos Angolanos (PEMIQVA), alavancar (por via da Contribuição de Melhoria Urbana e Social[2]) os recursos financeiros  necessários para a consecução, no curto prazo, das acções de infraestruturas verdes, hídricas, energéticas, habitacionais, produtivas, comerciais e outras previstas no referido projecto de inspiração divina.

Não te disse que, se creres, verás a glória de Deus?”, João 11:40.

Pois é, angolano, tudo só depende de ti… da magnitude da tua fé. Acorda!!!…

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[1] Em que consistia o “jogo” das pirâmides ou esquema de Ponzi? Um indivíduo recrutava três outros indivíduos para participarem do esquema, cada um deles depositando uma determinada quantia em dinheiro cujo valor ia crescendo à medida que cada um dos novos recrutados conseguia, igualmente, recrutar outros três novos participantes ao “jogo”, e estes também outros três e assim sucessivamente, com a promessa de obterem lucros astronómicos e tentadores, isto é, 500 ou 1000 vezes superior ao do valor investido. Agora faça as contas… tentador, não é?!….

[2] É a CMUS que assegurará a concretização das acções de infraestruturas sociais básicas, habitacionais, económicas, comerciais e outras previstas no Plano Emergencial de Infraestruturas, Urbanismo, Habitação e Reassentamento (PEIUHAR).

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