
Ai de ti empresário e empreendedor estrangeiro, mau e avarento; sim, tu que passeias pelas ruas e bairros de Angola alheio ao sofrimento do faminto e indigente;
Ai de ti comerciante malvado e prevaricador; sim, tu que preferes deixar os alimentos que comercializas se deteriorarem levado pelo pensamento mórbido de que “é preferível perder o meu dinheiro do que ajudar quem não me é próximo ou conhecido”;
Ai de ti ó homem presunçoso e de mau carácter; que te julgas no direito de humilhar os donos da terra que hospitaleiramente te acolheram… Tu, estrangeiro, que ainda ontem eras um pobre coitado e desconhecido na terra onde nasceste… por acaso farias o que fazes aos teus conterrâneos?
Então, porque olhais com desdém para o pobre e desamparado, e o explorais?
Por que te aproveitas da tua posição de homem de negócio ou comerciante para abusares, humilhares e te aproveitares do fraco, faminto e desamparado?
Por que te aproveitas de crianças e adolescentes levando-as para a cama, engravidando-as, quando no teu subconsciente as desvalorizas e ainda escarneces da sua fragilidade?
Ai de vós, ó estrangeiros, que agis com injustiça e maltratais o pobre e o faminto na sua própria terra;
Ai de vós, ó estrangeiros, que pagais tributo aos corruptos para vos tornardes inimputáveis e intocáveis;
Ai de vós, ó estrangeiros, que alimentais a falsa ideia de serdes poderosos;
A vossa dura cerviz será quebrada;
Sereis malditos ao saíres e malditos ao entrarem;
Muitos de vós sereis atormentados à luz do dia pela maldade que praticais contra o faminto, pobre e necessitado;
Vivereis em grande espanto… com medo, inclusive, da vossa própria sombra, até que vos arrependais das vossas prepotências, injustiça e mal com que afligis o natural da terra que vos acolheu.