
Angola é, em teoria, um país predominantemente cristão. Sendo Angola um país predominantemente cristão, pressupõe, em tese, que a sua população é, maioritariamente, constituída por pessoas que confessam a fé cristã, logo, íntegras, justas, honestas e imbuídas de amor e boa-fé para com o seu próximo. E é aqui que algo não bate certo.
Apesar do número avassalador de igrejas de matriz cristã e de pessoas que se consideram cristãs, a verdade, porém, é que Angola se transformou nos dias actuais numa horda de caluniadores, intriguistas, linguarudos, fofoqueiros, insolentes e desrespeitadores (malcriados).
Um país onde a grande maioria dos jovens com acesso às redes sociais não dá a mínima à busca do saber criativo e diálogo em prol de soluções atinentes ao desenvolvimento do país e sua própria emancipação, empoderamento e dignificação social e económica, preferindo antes perder tempo com posts enfocados na bisbilhotice e devassa da vida alheia.
Ser cristão pressupõe rejeitar a bisbilhotice, intriga, fofoca, julgamentos apressados e, principalmente, a difamação, calúnia e a injustiça.
Um verdadeiro cristão, não promove (Tito 3:2) a calúnia de ninguém, mas antes é pacífico, equilibrado e cordato com os outros.
O que vemos em Angola é ignominioso e assustador: uma juventude cada vez mais alienada mentalmente e obcecada com redes sociais sensacionalistas e posts tendenciosos e/ou orientados à difamação e devassa da vida alheia.
Diz a Bíblia (Salmos 37:29-31) que “Os JUSTOS herdarão a terra e habitarão nela para sempre… que a boca do justo fala da sabedoria, a sua língua do que é recto, que a lei do seu Deus está em seu coração, logo, que os seus passos não resvalarão”.
É o senso de justiça que faz o verdadeiro cristão (aquele que de facto tem o Espírito de Deus (o Espírito Santo) a ser comedido nos juízos de valor e julgamentos que faz em relação a acontecimentos ou falatórios relativamente a outras pessoas, mormente aqueles que chegam até si por via de terceiros, boatos (informação falsa) e rumores (informação não confirmada).
Julgar negativa e apressuradamente as pessoas com base naquilo que ouvimos da boca de terceiros, seu passado ou ideia formada que temos acerca da actividade que desenvolvem ou desenvolveram, não abona nada de bom às vidas daqueles que assim procedem, antes pelo contrário.
Há muita gente perseguida pelo insucesso (“má sorte”), doenças… ou mesmo que morreram prematuramente em razão da injustiça que promoveram ou protagonizaram contra pessoas justas, inocentes e, principalmente, cristãs, acabando elas (ou seus familiares) por pensarem equivocadamente que foram vítimas de trabalhos malignos, como a de bruxaria, conjura, mau-olhado, etc.
A calúnia, a difamação, o falso testemunho e o assassínio doloso do carácter de outrem serão sempre actos eivados de injustiça e catalisadores da maldição divina na vida daqueles que recorrem a ela para maliciosamente, isto é, de forma maldosa ou maléfica, denigrirem a honra e o bom nome do seu próximo.
Esperamos que com os artigos que se seguem, você, cara(o) irmã(o) em Cristo, não descure o facto irrevogável de que “os injustos não herdarão o reino dos céus”, 1 Coríntios 6:9. Ser membro de uma igreja não te salvará na hora da ceifa, se fores uma pessoa injusta.