
“Este País é de todos nós, pelo menos é o único que tenho e é aqui onde vou ficar e onde me vou bater com todas as forças ao meu alcance para que injustiças do género não venham a acontecer. Não é bom para o País, não é bom para as futuras gerações, não é bom para o prestígio dos angolanos. Este País sempre teve um grande prestígio, não vamos queimar o capital acumulado ao longo desses tempos, até porque nós encontramos fórmulas próprias para chegar a paz, isso é louvado no estrangeiro pela comunidade internacional. Agora temos de lançar o estrume para as sementes de uma verdadeira reconciliação, tolerância, compreensão, brotarem no coração de todos angolanos. Cultivar o ódio, a raiva e a desconfiança é mau para a actual e futuras gerações”.
Constantino Vitiaka (in memoriam)
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Constantino Vitiaka (outra vítima da cabala orquestrada contra V. Excia) faleceu em circunstâncias poucos claras, na África do Sul, aos 06 de Setembro de 2011.
Este antigo Director de Informação e Análise do Serviço de Inteligência Externa de Angola (SIE) fora uma das vozes críticas mais audíveis e inconformadas acerca da injustiça que V. Excia e outros altos responsáveis do SIE estavam, na altura, a ser vítimas.
Embora nunca chegamos a conhecê-lo pessoalmente, continuamos a nos sensibilizar com a injustiça e forma como morreu, assim como com o infortúnio que se abateu sobre a sua família.
Pela forma injusta como foi afastado das suas funções e lhe foi negado os seus direitos, seria de todo sensato que o Estado angolano proporcionasse a sua família (viúva, filhos e, eventualmente, pais) uma pensão de sobrevivência, inserindo-a na Caixa de Providência do Serviço de Inteligência e Segurança do Estado ou do Ministério do Interior.
Como responsável máximo do Serviço de Inteligência e Segurança do Estado (SINSE) e figura influente do métier securitário do país, esta seria a melhor altura para V. Excia assegurar que o ressarcimento devido à família de Constantino Vitiaka fosse uma realidade.
Um bem-haja para V. Excia.