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Um vigoroso, patriótico e urgente APELO à elite política do país

Este apelo, encarecido, patriótico e urgente, é dirigido a todos os políticos angolanos, mas principalmente àqueles que reputo de patriotas.

Refiro-me, particularmente, às Suas Excias Mateus Paulo “Dino Matross[1]”, Fernando da Piedade Dias dos Santos “Nandó”, Bornito de Sousa Baltazar Diogo, Julião José Maria Ferraz dos Santos (não sei o porquê deste político, um jovem com expertise governativa e liderança juvenil, ter sido encostado na prateleira. Devemos evitar este tipo de marginalização. Não ajudam na pacificação dos espíritos, unidade e coesão interna do MPLA, e muito menos na unidade e concórdia entre os angolanos), Álvaro Manuel de Boavida Neto, António Venâncio, Rui Luís Falcão Pinto de Andrade, Luzia Pereira de Sousa Inglês Van-Dúnem “Inga”, Rodeth Gil, Maria Eugénia Neto, João de Almeida Azevedo Martins, Mário Pinto de Andrade, Virgílio Ferreira de Fontes Pereira, Marcolino Moco, Adalberto Costa Júnior, Abílio José Augusto Kamalata Numa, Abel Epalanga Chivukuvuku, Filomeno Vieira Lopes, Justino Pinto de Andrade, Franscisco Viana e Makuta Nkondo, por serem conhecidos a sua honestidade intelectual, frontalidade, coragem e patriotismo.

Excelências (sim, estou respeitosamente a dirigir-me a cada uma das ilustres personalidades acima mencionadas)!… Lembram-se da icónica frase “A história me absolverá”, de Fidel de Castro?!…

É difícil esquecer uma frase tão icónica como esta. Mas, mesmo que não se lembram dela, tentem, Excelências, apenas atinar com as razões que motivaram Fidel de Castro a proferir, em Outubro de 1953, em sua autodefesa, aquela famosa frase, perante o tribunal que o julgara e sentenciara a 15 anos de prisão.

Fidel sabia que ao contrário dos homens, a verdade (e os factos a ela intrínsecos) não se apaga, pois a história se encarrega de desenterrá-la, mesmo que a mentira prevaleça, por algum tempo, sobre ela.

A história tem a capacidade retroactiva de repor a verdade dos factos, e, por via da verdade desenterrada, julgar, reconhecer ou condenar os feitos individuais e colectivos das pessoas, ou seja, de enaltecer ou depreciar o “bom” nome e reputação das pessoas, ainda que postumamente.

Muitos dos que lutaram no maqui ou se apresentam como representantes do povo angolano, irão, de certeza absoluta, entrar na história não como heróis, mas como vilãos; não como patriotas, mas como inimigos de Angola e dos angolanos.

E Vossas Excelências não podem permitir que isso aconteça convosco. Não podem permitir que o vosso legado de luta, capital político e reputação escorra pelo ralo em razão do vosso silêncio.

Tal como Fidel está hoje a ser julgado pela história por aquilo que de bom e/ou mau fizera a Cuba e aos cubanos, também, amanhã, Vossas Excelências serão julgados, condenados ou absolvidos pela história, com base naquilo que virem a fazer, hoje, por Angola e pelos angolanos.

Usem, Excelências, da vossa influência para trazer o Projecto Estratégico para a Melhoria Integral da Qualidade de Vida dos Angolanos (PEMIQVA) a debate na TPA, TV Zimbo, TV Girassol, RNA, Rádio Despertar, Rádio LAC (Luanda Antena Comercial), Rádio Ecclesia, Rádio Kairos, Rádio Despertar, Rádio Mais, Rádio Comercial de Cabinda, Rádio MFM, Rádio Essencial ou noutro meio qualquer de comunicação social.

Vós, Excelências, tendes a voz, o carisma, a autoridade moral e o poder de influência política, para, no melhor dos interesses do nosso país e do nosso povo, induzirem os processos e acções de que Angola e os angolanos precisam para saírem da situação em que se encontram atolados.

Fechar-se em copas ou fazer vista grossa à atmosfera volátil e altamente inflamável que se vai tecendo na nossa sociedade, não trará nada de bom para Angola e os angolanos e, muito menos, para V. Excias.

Vem aí uma grande convulsão social que descambará para uma guerra civil de amplitude, contornos e consequências imprevisíveis, se a carestia, fome e sofrimento persistirem no país; guerra civil essa que V. Excias têm a obrigação moral de (à semelhança do que estamos aqui a fazer) ajudar, com acções práticas (não com o silêncio), a evitar.

Como dissera alguém, “Quando os bons se calam, os maus triunfam”. É o que está a acontecer em Angola. Vossas Excelências estão em silêncio, dando tempo e espaço para os maus triunfarem.

E quando o mal triunfa, os cemitérios abarrotam com os corpos daqueles (muitos deles crianças) que em razão da injustiça e incúria dos homens maus e insensíveis partem prematuramente para outra dimensão.

Excelências, o desafio humilde e patriótico está lançado. Sejam valentes!… Sejam heróis, não vilões!… Sejam patriotas!…

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[1] À semelhança dos nacionalistas, particularmente aqueles que fizeram parte, como arguidos, do célebre processo dos 50, nutro um grande apreço, respeito e estima por aqueles “mais-velhos” que ontem (ainda muito jovens) estiveram no exílio e/ou maqui, sacrificando suas juventudes e vidas, por Angola e os angolanos desprovidos de dignidade social em sua própria terra.

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