Legitimidade espiritual da pessoa que reivindica autoridade sobre uma enfermidade, feitiço ou espírito maligno

Comecemos com uma pergunta básica: o que é legitimidade espiritual? Você sabe?!… Se não sabe, aqui tem uma explicação bastante simples.
A legitimidade espiritual nada mais é que a capacidade que uma pessoa, verdadeiramente convertida e renascida[1] em Cristo Jesus, passa a ter de expulsar espíritos imundos e curar enfermidades em nome de Jesus.
Em outras palavras, é a autoridade (direito conferido por Deus) e o poder (capacidade de agir) com que o crente verdadeiramente convertido (não apenas o pastor) passa a estar revestido, para, em nome de Jesus, pisar sobre cobras e escorpiões (a expressão “cobras e escorpiões” é apenas uma metáfora para representar, simbolicamente, as forças espirituais do mal), e sobre todo o poder do inimigo (bruxaria, conjuras, maldições, encantamentos, etc), sem que disso resulte quaisquer danos para a sua pessoa.
A legitimidade espiritual da pessoa que reivindica autoridade sobre uma enfermidade, feitiço ou demónio é a primeira coisa que os espíritos malignos requerem ou procuram quando são intimados (ordenados com autoridade espiritual) a se retirarem da vida de uma pessoa.
Fora por esta razão que o espírito maligno retratado em Atos dos Apóstolos 19:13-16 perguntara aos filhos de Ceva quem eles eram, ou seja, com que autoridade eles o mandavam abandonar a habitação (pessoa) em que residia.
A mesma pergunta é-te feita (ainda que de forma inaudível) pelos demónios sempre que fazes uso da expressão “em nome de Jesus, eu te ordeno…” para expulsares um espírito maligno ou determinares a cura de uma pessoa enferma.
A autenticidade da tua qualidade de verdadeiro cristão, isto é, de pessoa revestida de genuína autoridade espiritual para expulsar demónios e curar enfermos, te será requerida pelo espírito maligno que estiver por trás da enfermidade ou de outra condição espiritual qualquer que esteja a acometer a pessoa que pretendes curar ou libertar.
E é aqui onde reside a razão do insucesso cada vez mais generalizado que se assiste no ministério de libertação de muitas igrejas e pastores pentecostais e neopentecostais.
99,99% das vezes, os requisitos necessários para se expelir espíritos malignos ou enfermidades da vida das pessoas não estão presentes na vida da pessoa que os intima a sair da habitação (pessoa) em que residem.
Muita gente pensa que basta dizer “Em nome de Jesus, feitiço… sai!!!”, “Em nome de Jesus, doença… sai!!!” ou “Em nome de Jesus, demónio… sai!!!” para o feitiço, a doença ou os demónios simplesmente debandarem. Ledo engano!…
Este equívoco tem frustrado, matado a fé e arrastado muita gente à descrença e apostasia.
Como temos vindo a contar no meu testemunho, o nome de Jesus tem autoridade e poder absoluto sobre as enfermidades e demónios, mas há outros requisitos que deverão ser satisfeitos para que a frase “em nome de Jesus, eu te ordeno…” funcione.
Sem esses requisitos (falaremos deles já a seguir), os demónios não te vão obedecer, ainda que você seja um pastor, bispo, obreiro ou um frequentador assíduo das reuniões ou correntes de libertação, ou diga a um demónio ou enfermidade para ele sair de ti ou da vida de alguém, porque você o está a ordenar “em nome de Jesus”. Não é assim que as coisas funcionam!…
O nome de Jesus é infalível contra toda a espécie de demónios e enfermidades de génese espiritual e não só (eu, que vos falo, só testemunha disso), mas você tem, necessariamente, de ser um cristão autêntico.
Um cristão que não somente ore e jejue, mas que se apresente no campo de batalha espiritual munido das duas armas que satanás e as hostes espirituais do mal mais temem.
Estas duas armas altamente devastadoras de que falamos no artigo anterior, constituem (a par da santidade) a chave de activação de todo o poder de coerção e subjugação de espíritos malignos que subjaz no nome santo de Jesus, o Cristo.
Vemos muita gente a ocorrerem às reuniões ou ditas correntes de libertação (que na verdade não passam de sessões de exorcismo), algumas delas há mais de vinte ou trinta anos, sem saberem que toda a vez participam de tais reuniões estão implicitamente assumindo a sua condição de pessoas não libertas pelo sangue remissor e redentor do Nosso Senhor Jesus Cristo.
Muitas delas saem destas reuniões ou correntes de libertação convictas de que elas ou membros de suas famílias estão libertos, mas depois, na outra sexta-feira, lá estão de novo, a participar de uma reunião ou corrente de libertação.
Porquê?!… Porque nos seus subconscientes acreditam que precisam de um “descarrego”, todas as sextas feiras, para se verem livres de algum mal (feitiço, mau olhado, enfermidade, etc) oculto em suas vidas ou da de algum dos seus entes queridos.
E isso é uma confissão da sua condição de pessoas não libertas da influência satânica.
Não foi por acaso que Deus dissera que o “seu” povo sofre por falta de conhecimento.