
Continuação do artigo anterior.
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O segundo momento…
O segundo momento começaria após o término do quinto ano de governo de unidade nacional, teria uma vigência de dois (2) anos, e destinar-se-ia:
1. À preparação conjunta das eleições gerais e autárquicas;
2. O lançamento da fase-piloto de experimento governativo e administrativo em contexto de normalidade urbanística, social e económica do país, alcançado com a materialização das acções de infraestrutura, urbanismo, habitação, reassentamento e outras previstas no Projecto Estratégico para a Melhoria Integral das Condições de Vida dos Angolanos (PEMIQVA), ou seja, em sede de uma Angola sem musseques, fome e pobreza extrema.
Terminados estes dois anos suplementares de governação sob a batuta de um governo de unidade nacional, o país voltaria à sua “normalidade” eleitoral e governativa, com a realização, em 2032 (ou 2033), das novas eleições gerais (que poderiam, eventualmente, ocorrer em simultâneo ou não com as eleições autárquicas) e tomada de posse dos poderes eleitos saídos das mesmas.
Conclusão: se o ego, o desafecto, o rancor e a animosidade que muitos angolanos nutrem (pelas razoes sobejamente conhecidas) pelo Presidente João Lourenço e o MPLA, não os cegar, ou falar muito mais alto que a razão e o bom-senso;
E se a ambição (em certa medida legítima) dos políticos e partidos na oposição não se sobrepor aos interesses de Angola e da grande maioria dos angolanos;
Os angolanos conseguirão, finalmente, alcançar tudo aquilo por que lutaram, mas que infelizmente não conseguiram concretizar, quer pela via da luta de libertação colonial, guerra civil, estabelecimento do regime de partido único e adopção da economia centralizada, estabelecimento do multipartidarismo e adopção da economia de mercado, ou por via de manifestações de cariz reivindicativo e, muito menos, de lives cíclicas no Youtube e demais plataformas digitais, etc.
Referimo-nos, entre outros, à educação e saúde de qualidade, casa própria e habitat condigno, prosperidade, paz de espírito, bem-estar, saúde, dignidade social e económica, carro próprio, etc, etc.
Como disse Jesus, “tudo é possível ao que crê… ao que crê em Deus e nas suas promessas.