Estabelecimento no país de um governo provisório de unidade nacional (GUN)

O governo ad hoc e de unidade nacional aqui mencionado seria, como é óbvio, liderado pelo Presidente da República em funções, S. Excia o Presidente João Lourenço, e nele integrariam:
1. Como 1º Vice-Presidente, uma figura do MPLA;
2. Como 2º Vice-Presidente, o Presidente da UNITA, S. Excia o Engº Adalberto Costa Júnior;
3. Como 3º Vice-Presidente o Dr. Abel Epalanga Chivukuvuku, e assim sucessivamente…
Ao contrário do que se possa pensar, os referidos políticos não teriam (enquanto vice-presidentes de jure e pleno direito) um papel meramente simbólico ao nível do aparelho do Estado.
Cada um deles seria responsável por uma área social vital ao nível do governo de unidade nacional, como o da educação, saúde, energia, águas e outras que impactam directamente na qualidade de vida dos cidadãos.
Os seus gabinetes ou pelouros seriam orçamentados, e teriam o respaldo da Constituição para exercerem as suas funções de forma livre, nos limites da lei, e sem prejuízo da obediência devida ao Presidente da República e Titular do Poder Executivo.
Estando alguns dos pelouros sociais (educação, saúde, energia, águas e saneamento, etc) sob a égide de alguns partidos na oposição, o clima de crispação política e social que se vive actualmente no país reduziria bastante, permitindo a sensibilização e mobilização da sociedade angolense em torno das decisões e acções que de forma convergente teremos de tomar ou realizar, isto no âmbito de um governo pluripartidário.
Acreditamos nós (sem ironia!…) que por serem áreas cujas disfunções e males há muito vêm sendo desnudados publicamente pela oposição (mormente pela UNITA), saneá-las não constituiria um “bicho de sete cabeças” para os partidos na oposição, pois, assim diz um antigo provérbio, “quem critica tem de fazer melhor.
Portanto, esta seria a melhor altura para a oposição mostrar que também sabe e pode governar… ajudando com acções e não apenas com palavras.