14 de Outubro de 2026 Luanda, Angola

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Não será possível construir uma nova Angola com pessoas passivas e desprovidas de maturidade

Por Aldmiro António · 12 de Outubro de 2026
Não será possível construir uma nova Angola com pessoas passivas e desprovidas de maturidade

Juro mesmo, o angolano, salvo raras excepções, é um povo que carece de estudo e terapia cognitivo comportamental.

Não é possível (e muito menos admissível) que num país de milhares de licenciados, mestres e doutores, reine tanta burrice e estupidez junta, e ainda assim se sentirem bem quando são chamados de “doutores” ou “doutoras”.

Quando olhamos para a situação que o país se encontra; um país onde a nata fina da academia não consegue propor soluções exequíveis para a saída da crise económica e social em que nos encontramos, é difícil não comungarmos da tese de que somos um povo excepcional… pela negativa.

Mas, não é disso que queremos falar.

Hoje, queremos falar de um assunto que para alguns poderá parecer supérfluo, mas que denota bem a mediocridade reinante na nossa sociedade.

Não quero ofender ninguém e muito menos diminuir quem quer que seja, mas, convenhamos, há coisas que nos tiram do sério.

Quando em meados do ano transacto (2025) pusemos no ar o portal kissanguela.info, fizemo-lo em razão da missão divina, patriótica e social que impende sobre nós enquanto servos de Deus e filhos desta Angola que amamos, e pela qual nos doamos com fervor e de forma incondicional.

Todavia (e essa foi uma das razões que nos levou a suspender o processo de publicação do Plano Emergencial de Infraestruturas, Urbanismo, Habitação e Reassentamento (PEIUHAR) e outros afins ao Projecto Estratégico para a Melhoria Integral da Qualidade de Vida dos Angolanos (PEMIQVA), notamos que apesar do grande afluxo de internautas ao nosso site, e o seu inequívoco interesse nos artigos publicados, a sua comparticipação em prol dos desígnios de melhoria social (melhoria no que concerne à urbanização do país e às condições habitacionais, emprego, saúde, educação, segurança pública, etc) e económica retratados nos planos estratégicos que estavam a ser trazidos ao seu conhecimento fora praticamente nula.

As pessoas tratam de temáticas sérias e de grande relevância para as suas vidas gastas pela desesperança e canseira como se fosse uma mini série de televisão que deve ser assistido em um ambiente semiobscurecido, com um copo de vinho ou balde de pipoca. Não deve ser assim!…

Quantas não foram as vezes que ficamos estupidificados em ver internautas que insistiam em visitar determinada página que se apresentava sem a estilização CSS predefinida, impedindo-os de aceder ao seu conteúdo, mas, ainda assim, sem se dignarem dar o seu feedback ou nos notificarem acerca das falhas ou inoperatividade da página ou do site.

Como é possível desenvolvermos o nosso país (Angola) com pessoas assim?!…

Apesar da nossa indignação, não é isso que nos levou, passados 11 meses desde a data de publicação do Plano Emergencial de Infraestruturas, Urbanismo, Habitação e Reassentamento (PEIUHAR), Plano Estratégico para a Diversificação Efectiva da Economia, Promoção de Emprego e Empoderamento Económico e Social dos Angolanos (PEDEEPEEESA) e outros planos estratégicos afins ao Projecto Estratégico para a Melhoria Integral da Qualidade de Vida dos Angolanos (PEMIQVA), a manifestarmos publicamente a nossa indignação.

O que nos chateou e chocou profundamente foi o facto de ter sido necessário implementar um processo de reestruturação e otimização do site para percebermos que há sensivelmente um ano tínhamos cometido um erro crasso (às vezes é isso o que acontece quando se trabalha com editores de textos em modo de autossugestão[1]) ao fazermos referência à Exma Primeira Dama da República pelo nome de Ana Dias dos Santos Lourenço.

A par do artigo intitulado “Mensagem exortativa e instrutiva mandada, por Deus, entregar à S. Excia General Fernando Garcia Miala” e outros com enfoque na segurança nacional e estratégias inovadoras atinentes à empregabilidade dos jovens angolanos desempregados, empregabilidade [do universo, i.e. totalidade] dos professores, médicos, enfermeiros, ex-militares (das FAPLA,FALA, ELNA, FLEC…) e antigos funcionários do extinto Ministério da Segurança do Estado (MINSE) em situação de desempregados ou subempregados, o artigo de carácter admonitório/exortatório, intitulado “Família Lourenço, ore e cuide-se, pois, o mal e a perfídia (traição) se acercam de ti!…” fora um dos mais procurados e visualizados[2] pelos internautas, pelo que não se intende como ninguém no universo de leitores do artigo em referência não se tenha dignado avisar-nos do erro que tínhamos cometido?!…  

Como podemos construir uma nova Angola com pessoas (na sua maioria jovens) com atitudes passivas e retrógradas como essas?!…

O erro foi corrigido passados exactamente 11 meses desde a data que o artigo fora publicado. Mas não devia ser assim.

Às vezes fica difícil lutar por uma sociedade como a que temos.

Não fosse a morbidez mental que se assiste em algumas pessoas, lapsos como estes não causariam nenhum interesse ou gáudio nas pessoas, até porque todos sabem (ou não lhes interessa saber?!…) de onde advém esta confusão que a miúde vai emergindo sempre que o nome da Excelentíssima Primeira Dama é citada em escritos: o seu parentesco à família “Dias dos Santos”.

Não à família de Fernando Dias dos Santos, “Nandó”, mas à família onde este último (o falecido “mais-velho” Nandó) e muitos outros por esta Luanda afora e, particularmente, lá pelas bandas do Rangel, herdaram este apelido familiar que se confunde com o do antigo presidente da Assembleia Nacional – Fernando Dias dos Santos, “Nandó”.

À Excelentíssima Sra. Primeira Dama da República só nos resta endereçar os nossos mais pungentes pedidos de desculpas e a promessa de prestarmos mais atenção ao processo de revisão dos artigos a serem trazidos a público, ao mesmo tempo que nos propomos trabalhar com quem de direito (S. Excia o Presidente João Lourenço ou o presidente que estiver em funções, na eventualidade de se consumar a passagem do testemunho presidencial a um outro presidente) na articulação de estratégias e caminhos mais bem conseguidos para Angola e o nosso povo… o povo angolano!…


[1] Funcionalidade “inteligente” que prevê e sugere a próxima palavra ou frase enquanto se está a digitar, com base no contexto do texto em fase de edição.

[2] Apenas em duas semanas, entre Outubro a Novembro de 2025, registou-se uma avalanche de visitantes no nosso site, atingindo o número recorde de mais de 35000 visualizações no global.

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