
Tendo os angolanos compreendido (e interiorizado) a necessidade do estabelecimento temporário no país de um governo multipartidário, ou seja, de unidade nacional, e concomitantemente das vantagens a advirem da suspensão (também temporária) das eleições gerais e autárquicas para nos dedicarmos, única e exclusivamente, em unidade e em um só espírito, na materialização das acções de infraestruturas e outras previstas no Projecto Estratégico para a Melhoria Integral da Qualidade de Vida dos Angolanos (são estas acções que rapidamente colocarão o país na senda do desenvolvimento e assegurarão a dignidade social e económica dos angolanos), o passo a seguir seria a convocação daquele que seria o primeiro acto de massas multipartidário do Angola pós-independência.
Seria um feito sem precedente, digno de louvor e de constar nos anais da história, e que (sem quaisquer margens para dúvidas) sinalizaria a nossa maturidade política, cívica e social.
Deus quer que o referido acto ocorra num clima de tolerância, respeito e perdão mútuo entre o Presidente João Lourenço e os líderes dos partidos na oposição (principalmente com o líder da UNITA, o Eng.º Adalberto Costa Júnior), entre o povo e o Presidente João Lourenço, entre os militantes, amigos e simpatizantes dos partidos políticos (mormente entre os militantes, amigos e simpatizantes do partido no poder, o MPLA, e os da UNITA), e, obviamente, entre os angolanos em geral.
O referido acto de massas com significado reconciliatório ocorreria em Luanda, no Estádio 11 de Novembro, Praça da República ou noutro local qualquer que comporte um número assazmente grande de pessoas, ocorreria em dia de tolerância de ponto ou feriado nacional, e transmitido em directo, dentro e fora do país, pelos órgãos de comunicação social públicos e privados.
Sua Excia o presidente João Lourenço se faria ladear por S. Excia Adalberto Costa Júnior, presidente da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), S. Excia Nimi-a-Simbi, presidente da Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA), S. Excia Benedito Daniel, presidente do Partido de Renovação Social (PRS), S. Excia Florbela Malaquias, presidente do Partido Humanista de Angola (PHA), S. Excia Abel Chivukuvuku, presidente do PRA-JA Servir Angola, e por trás destes os membros do seu Executivo, entidades eclesiásticas e outras entidades cuja presença no referido acto se vir afigurar necessária.