Cap. 7 – “Miro, meu irmão, prepara a arma!…”

Fora através da minha irmã mais-velha que tomei conhecimento da morte do meu algoz… da pessoa que por via da magia negra (bruxaria) atentará contra a minha vida.
Ela entrara de rompante no quintal em que eu vivia, e gritou: “Miro, prepara a arma [AK 47]!!… Hoje é guerra, o “gajo” morreu!…”.
A “minha” kalashnikov jazia dormente algures em minha casa, local onde eu o tinha simplesmente atirado com o intuito de desfazer-me dela. Não pretendia voltar a tê-la comigo e muito menos usá-la.
Com uma voz calma e serena que denotava paz interior, tranquilidade emocional e confiança incomum, respondi-lhe: “Não é preciso”.
Com um olhar que denotava um misto de surpresa e incredulidade, a minha irmã retornou à sua casa sem compreender a causa do meu aparente alheamento à situação complicada em que nos encontrávamos em razão da morte do velho.
O que a minha irmã não sabia era que naquele exacto dia eu tinha me rendido a Cristo. Os eventos sobrenaturais que eu vivenciara levaram-me ao Caminho, Verdade e Vida que iriam, mais tarde, por me conduzir ao Pai celestial e ao manancial de conhecimento que sob a direcção do Espírito Santo tenho agora a missão, a honra e o prazer de partilhar convosco, para a vossa bem-aventurança e edificação em Cristo Jesus.
Quando, naquele dia que estava para ser o último da minha vida, saí do quarto do meu irmão, eu já não era o Aldmiro que a minha família e pessoas próximas conheciam.
Eu era uma nova pessoa, remida pelo amor, graça e misericórdia de Deus… Uma pessoa com novas prioridades e foco.
E esta prioridade e foco chamava-se “obra de Deus”.