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Cap. 8 – Seis da tarde: A hora do enigmático “ceifeiro”  

Por Aldmiro António · 05 de Outubro de 2026
Cap. 8 – Seis da tarde: A hora do enigmático “ceifeiro”  

Segundo um “mito” urbano angolano e africano em geral, quando um feiticeiro morre sem desfazer a conjura ou feitiço que lançara, este (conjura, maldição, feitiço, etc) continua a circular até à consumação dos propósitos pelas quais fora chamado a actuar na vida da vítima.

No meu caso não foi diferente. À parte a DTS (gonorreia) que me apoquentava, pois não houvera continuidade no tratamento depois daquele traumático acontecimento, a presença de um mal ainda maior e mais perigoso passou a ser circundar-me a partir das seis horas da tarde.   

Todas as seis horas da tarde, ao cair da noite, a percepção da presença de uma entidade maligna junto de mim tornara-se inequívoca.

Não conseguia dormir, nem mesmo quando o cansaço tomava conta de mim e o cérebro tentava induzir o sono para que eu pudesse descansar e recuperar as forças decadentes

Tão logo adormecesse era acordado por um som estridente, semelhante ao de uma barata, besouro ou coisa parecida, nos ouvidos.

Era como se tivessem acoplado um despertador com o som de barata ou besouro nos meus ouvidos para me manter acordado e drenar a minha energia já de per si deficitária.

E assim foi. Durante dias a fio simplesmente não consegui dormir. E, para piorar a situação, fui tomado por uma súbita infecção intestinal, caracterizado por uma diarreia com muito muco e sangue.

E tudo isso coincidiu com o período em que por força do processo organizacional que estava a ocorrer ao nível da instituição castrense em que pertencia ficaríamos (o que acabou por se confirmar) quase três meses sem recebermos os nossos salários.

Todos os dias, as seis da tarde, a presença do enigmático “ceifeiro” da morte era perceptível no meu quarto, mas um dia os meus olhos espirituais se abriram e, então, pude ver algo que vou partilhar com vocês; algo cuja compreensão definitiva do que se tratava deu-me acesso a um conhecimento bem guardado sobre um fenómeno de nível global que há décadas intriga a humanidade.

Na altura, não sabia eu que por vontade de Deus “todas as coisas contribuem para o bem daqueles que o amam; dos que foram chamados de acordo com o seu propósito. Pois aqueles que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogénito entre muitos irmãos. E aos que predestinou, também chamou; aos que chamou, também justificou; aos que justificou, também glorificou”, Romanos 8:28-30.

Eu era uma destas pessoas agraciadas com a misericórdia de Deus, mas não sabia.

O que sabia, isso sim, é que desde aquele dia até aos dias de hoje, e mesmo ao longo dos 19 anos em que estive aprisionado no pecado depois do meu afastamento injusto do sacerdócio (o facto de ter sido injustamente afastado do sacerdócio, não me isenta da culpa que apenas eu tenho pelos pecados que cometi), nunca deixei de amar Deus.

Eu tenho dito para algumas pessoas que comigo privam, que satanás pode (e com razão) me acusar de tudo; dizer que eu não presto, que sou assado e cozido, mas, há algo que (juro pela minha vida) satanás sabe que não pode acusar-me: o meu verdadeiro e profundo amor por Deus.

Sim, por aquele que com muito orgulho (orgulho santo) e amor, eu chamo de Pai: o Deus que me remiu e colocou um diadema de graça sobre a minha cabeça.

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