Cap. 2 – A revelação sobrenatural da face [oculta] do Mal
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No momento em que nos aproximávamos da porta do quarto do meu irmão, dois eventos insólitos ocorreram no local.
O primeiro evento foi o facto de sem nenhuma razão plausível ou intenção da minha parte, eu ter dito que aquilo que estava a acontecer-me ser consequência do facto de o meu pai ter intencionalmente colocado água na penicilina com o intuito de fazer-me mal, o que não correspondia com a verdade.
Não precisamos ser muito inteligentes para percebermos o desígnio maligno por trás daquela falsa acusação: satanás pretendia matar dois coelhos de uma cajadada só. Eu, por via da minha morte física, e o meu pai por via do assassínio público da sua reputação e integridade moral.
Irmãos em Cristo, estão a perceber o quão pérfido e ardiloso é satanás?!… Eu morreria, mas sem antes criar uma imagem totalmente negativa e distorcida acerca de meu pai, no subconsciente e memória colectiva das pessoas.
Mas, a justiça de Deus não demorou a fazer-se sentir.
Sem querer (pois não tinha bases e nem a intenção de assim proceder), vi-me a dizer, alto e bom som: “Hã, já sei… o papá “Pasu” é feiticeiro!…”.
E, então, neste exacto momento, aconteceu algo inexplicável à luz da ciência: o rosto da pessoa cujo nome fora involuntariamente mencionado por mim, simplesmente se “materializou” diante dos meus olhos.
A Bíblia diz no Livro de Lucas, capítulo 12, versículos 2 e 3, que “Não há nada encoberto que não venha a ser revelado, nem oculto que não venha a ser conhecido”., portanto, eu só posso entender (pois não há nenhuma outra explicação plausível para o que aconteceu) que o Deus Todo-poderoso decidira, naquele fatídico dia, trazer à luz do dia a verdade escondida sobre a pessoa que respeitosamente chamávamos de “papá Pasu”, mas que afinal era o diabo encrustado em nossas vidas, fruto dos laços de consanguinidade que o uniam à nossa avó paterna, ou seja, à sua irmã menor.
A feitiçaria é uma prática abominável aos olhos de Deus, e talvez seja por isso que naquele dia nem mesmo o seu feitiço de invisibilidade (os bruxos usam encantamentos ou feitiços de invisibilidade para se manterem ocultos aos olhos das suas vítimas e pessoas próximas destes) lhe assegurou a manutenção do seu abominável segredo, e muito menos a sua identidade e sobrevivência.
Agora, ele já não era uma entidade sem rosto, nome ou morada. Embora o seu rosto se apresentasse como o de um ser híbrido (uma combinação de rosto humano e de gato), eu conseguia (pelas suas conhecidas feições.) reconhecer claramente a pessoa por trás daquele rosto medonho e inatural.
Por alguns minutos que me pareceram uma eternidade, o insólito e o terror desfilaram diante dos meus olhos.
Onde quer que me virasse, lá estava a face do Mal, a encarar-me fixa e friamente como uma serpente tentando hipnotizar e engolir a sua presa.
À medida que o tempo passava fui me convencendo que estava sob o efeito de um trabalho de bruxaria muitíssimo forte e decidido a cumprir com a sua missão malévola, ou seja, que estava em grandes apuros, pois não tinha nem a armadura da fé nem o conhecimento (fé e conhecimento que possuo hoje) para lutar contra as Trevas e derrotá-las.
Em pânico pedi a minha irmã que me desse as mãos, como que para fazer uma corrente energética ou coisa parecida, à semelhança do que das duas ou três vezes que participara dos cultos de libertação na IURD, vira a fazer naquela instituição religiosa.
Lembro-me da minha irmã e o meu irmão a segurarem-me as calças para que não caíssem, pois no meio da refrega espiritual não tivera tempo de voltar a fechar os fundilhos.