
Amados irmãos angolanos, atentai no que ouvireis, já que sem este conhecimento muito dificilmente tomaremos ciência dos nossos erros individuais e colectivos, e, por conseguinte, dos males que nós mesmos (individual e/ou colectivamente) temos vindo a atrair contra nós mesmos, país e povo.
Em 11 de Novembro do corrente ano comemoraremos o 50º aniversário da nossa independência, em meio a um contexto de extrema aflição e perplexidade decorrente do altíssimo custo de vida, degradação acentuada do poder de compra e das condições de vida dos cidadãos.
Para muitos, esta é uma situação que decorre da incapacidade governativa do MPLA, mas, tanto quanto me foi dado a saber por Deus, as razões do sofrimento que afligem os angolanos e muitos dos cidadãos estrangeiros que se estabeleceram no nosso país são mais profundas que aquelas que a grande maioria dos angolanos julga saber.
O MPLA e o Presidente da República na sua qualidade de Titular do Poder Executivo terão de certeza absoluta a sua quota-parte de culpa por terem falhado em algumas das políticas, estratégias e decisões por si tomadas, mas, como dizíamos em um dos vídeos publicados no Youtube, há razões muito mais profundas por trás do desatino (a guerra fratricida foi um desses desatinos) e sofrimento que se abateu de forma assazmente dolorosa sobre Angola e os angolanos.
E (acreditem no que vos estamos a dizer) uma dessas razões é a maldição resultante da adopção, pelo então Partido-Estado, o MPLA, do marxismo-leninismo (não estamos a nos referir ao socialismo em si ou aos seus ideários utópicos, mas bem-intencionados, como o da igualdade social, oportunidades iguais, etc), mas de uma das suas teorias mais aberrantes e satânicas postuladas pelo ignominioso “materialismo dialéctico de Marx e Engels”: a negação da existência de Deus.
Com a consagração do ateísmo e concomitantemente da apostasia, aos poucos, o país e famílias inteiras outrora tementes a Deus foram arrastados à força para a apostasia, encabrestados e forçados ao culto da personalidade a homens pecadores, como se deuses ou semideuses se tratassem.
O culto e a adoração a Deus foram suprimidos, propriedades e bens da igreja confiscados e cristãos perseguidos, presos ou mesmo martirizados [mortos] em razão da recalcitrância na sua crença e fé em Deus.
Este foi o primeiro dos desatinos e factor por trás do primeiro ai (entenda-se, juízo) que se abateu sobre Angola e os angolanos, até 1992. Os eventos ocorridos nesse período falam por si: 27 de Maio de 1977, morte prematura e inesperada do Presidente Neto, recrudescimento da guerra fratricida, morte de milhares de angolanos, destruição das infraestruturas económicas, subdesenvolvimento e pobreza, etc, etc.