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As verdadeiras causas por trás do sofrimento dos angolanos (II)

Em 31 de Maio de 1991 o Engº José Eduardo dos Santos assina com o seu irmão e adversário de circunstância, o Dr. Jonas Savimbi, na qualidade de presidente da República, o famigerado Acordo de Paz de Bicesse. O povo entra em êxtase, e uma inusitada expectativa e esperança em dias melhores toma os corações dos angolanos.

O marxismo-leninismo e todos os males que ele personificava e/ou representava (a negação da existência de Deus em favor das teorias evolucionistas absurdas de Charles Darwin é uma delas) cai por terra, e a ira inflamada de Deus é aplacada.

Mas, quando se esperava que o país voltasse à sã doutrina e aos mandamentos e preceitos do Senhor para que Deus se apiedasse do nosso país e o abençoasse, eis que um outro desatino e perversidade toma conta dos corações cauterizados dos angolanos: os valores da justiça e do amor, bem como da caridade para com as crianças e adolescentes órfãos, viúvas, anciãos, cegos, coxos, mutilados, pessoas portadoras de albinismo, etc, simplesmente minguaram dos corações dos angolanos e de muitos cidadãos estrangeiros que cá vivem, dando lugar ao egoísmo, descaso, insensibilidade e desprezo para com os desamparados, vulneráveis e necessitados.

Outrossim, muitos dos governantes e servidores públicos deste país outrora criados sob os ditames dos mandamentos divinos e ensinamentos cristãos simplesmente viraram as costas a Deus, enveredando (por via de pactos, rituais, sacrifícios e práticas isotéricas) pelo caminho do ocultismo e culto dissimulado a satanás.

A apostasia que era suposto ser uma consequência do marxismo-leninismo, agora retornara por via de igrejas mercantilistas e templos de “adivinhos” travestidos de santuários do Deus Santíssimo e Todo-Poderoso.

Diferentemente do que acontecia no tempo de partido único, o mal floresceu e se tornou impúdico, alcançando os fundamentos e átrios de instituições secularmente tidas como santas e idóneas.

Hoje, a corrupção, a politização e a instrumentalização assentaram arraial no seio da igreja decrépita e corrupta.

Milhares de ovelhas de Cristo acabaram seduzidas e enfeitiçadas por teologias satânicas e ensinamentos promovidos por falsos profetas, muitos deles vindos de outras paragens.

Neste ínterim, milhares de bebés, crianças, adolescentes, jovens, adultos e anciãos morreram (e continuam a morrer) em decorrência de enfermidades perfeitamente evitáveis com saneamento urbano adequado, desatenção médica ou incapacidade de suportarem o custo de exames laboratoriais, tratamento e aquisição de medicamentos essenciais, bem como de inanição, decorrente da fome, num país onde há pessoas que esbanjam dinheiro e comida de forma despudorada.

Por causa destas coisas a terra geme e se contorce de dores;

Por causa destas coisas é que os habitantes deste país estão a ser assolados com fome e carestia;

Por causa destas coisas é que o povo sofre;

Por causa destas coisas é que o clamor da igreja há muito se tornou inaudível aos ouvidos do Senhor;

Por causa destas coisas é que Deus tem confundido os eruditos, intelectuais e tecnocratas deste país;

Por causa destas coisas é que os títulos de PHD, doutores, mestres e licenciados outorgados pelas melhores universidades do mundo quase ou nenhuma serventia tangível têm para o país e para o povo faminto e desesperançado. E isso, não porque lhes falta conhecimento e capacidade, mas porque o Senhor lhes toldou o conhecimento, a visão estratégica e o engenho, pois, como está escrito, “se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam” (Salmo 127:1).

O Senhor quer (e vai) abençoar o nosso país e os seus habitantes, contudo, Ele quer que produzamos frutos dignos de arrependimento (Mateus 3:8). E o amor, a bondade, a justiça, a caridade e a compaixão são alguns destes frutos santos; frutos catalisadores das bênçãos divinas que Deus quer derramar sobre Angola, angolanos e cidadãos estrangeiros aqui radicados.

Se assim não for, o progresso deste país e o sonho dos angolanos continuarão adiados ad eterno, independentemente de quem quer que esteja no poder.

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